Comunicación y resistencia frente a conflictos socioambientales en la Amazonia paraense

Lorena Cruz Esteves, Rosane Maria Albino Steinbrenner, Erlane Pereira dos Santos, Paulo Victor Costa Melo

Resumen


El presente artículo delinea un panorama de los conflictos socioambientales y de las resistencias en la Amazonia paraense con el fin de entender la comunicación como elemento indisociable de las acciones de resistencia de grupos sociales que se han visto históricamente afectados por el modelo colonial-capitalista de desarrollo en la región. El estudio parte de una base de datos secundarios, el Atlas de Justicia Ambiental (EJATLAS), y de datos primarios recopilados en internet. Se investigó el perfil de uso de los medios de comunicación de 92 organizaciones que actúan en la resistencia de 27 conflictos emblemáticos en el estado de Pará. Los datos apuntan hacia un escenario en el que la resistencia comunicativa se produce de forma combinada e híbrida y en el que las luchas locales en defensa de la tierra/territorios/naturaleza se integran y al mesmo tempo se trasponen a los territorios digitales por la labor potenciada de la acción en red, en escala geográfica diversa y con la participación de actores también diversos - movimientos sociales, pueblos originarios, entidades ambientales y de defensa de derechos humanos, en especial mujeres y jóvenes - lo que reafirma el fenómeno del “giro ecoterritorial” de las luchas  socioambientales, como indica Svampa (2019).

Palabras clave


Comunicación, Resistencia, conflictos socioambientales, colonialidad, Amazonia paraense.

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